quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Contra os males do mundo: Nietzsche, 2x ao dia



Às vezes me sinto muito só. Mas, depois de ler qualquer coisa de Nietzsche, me sinto muito melhor. Ao contrário de Schopenhauer, ele é o filósofo do otimismo, mesmo que a casa esteja vindo abaixo!


Foi Nietzsche quem defendeu a teoria de que este mundo se repete infinitamente. Há um trecho de um texto (livro Gaia Ciência : 341) que diz: “Imagine que em uma noite um demônio vem nos visitar e estamos na mais solitária solidão. Ele vem dizer que esta vida que vivemos, a viveremos infinitas e repetidas vezes, as velhas dores e os velhos prazeres. Não nos lançaríamos no chão, rangendo os dentes e rogando maldições? Esta idéia nos seria um peso insuportável ou aceitaríamos esta eterna confirmação de nossa vida?”



Embora eu não concorde com esta tese, porque não há em nenhuma parte do universo ser ou objeto inanimado que seja o mesmo, mas, está em constante mudança. Não sei porque Nietzsche pensou isso, pois ele mesmo atribuiu à mente a crença - ilusória - na existência de um princípio da identidade, isto é, uma coisa - A - é igual a si mesma; "A = A". Ele disse que houve uma época em que só havia seres que viam tudo em mudança, tal como são as coisas no mundo, uma boa explicação, mas, creio, mítica, mitológica, pois como as bactérias vivem juntas se não existisse algo que as reconhecesse como parecidas, quase idênticas, ainda que ilusoriamente?

P.S.: É um erro dizer que ele foi o pai do Nazismo. Em seus últimos escritos lê-se claramente que seu repúdio a toda a forma de excesso de Estado, Socialismo e Fascismo em detrimento da expressão individual. O super-homem, para ele, não é uma raça inteira, mas raras e solitárias aparições e realizações pessoais.

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