sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A "prepo-ciência" e por que dormimos e sonhamos?

Toda a vez que uma área de conhecimento ou atuação humana tem o monopólio da atenção de da maioria de nós, primatas, surge uma ditadura das idéias, onde uns poucos crêem ter o direito de vomitar suas teses e as impôr sobre os demais. A ciência é assim. Cada cientistazinho se acha dono do seu campinho de areia. Por que dormimos, perguntamos a eles? Por que perguntamos a eles, porque nunca dormimos? Porque não sabemos o que é dormir? Ora, dizem eles do alto da sua sabedoria especializada, uma expressão que nasce contraditória: para que o cérebro descanse ou, então, para que as memórias diurnas sejam assimiladas.
Ninguém dá a menor atenção a Aristóteles que disse que dormimos, porque os sentidos não poderiam funcionar sem interrupção. Não que ele estivesse certo, mas por que não lembrar de sua tese, por que não analizá-la, pelo menos?

Minha tese sobre o por que sonhamos: os sonhos são o que acontece, também, quando estamos acordados. imagens vão sucedendo umas às outras e entre milhares ou, quem sabe, milhões, uma predomina e dela temos consciência. Quando queremos lembrar o nome de uma pessoa, o cérebro busca imagens e palavras próximas à imagem daquela pessoa e fará isso, ainda que leve algum tempo, horas ou dias. Os sonhos não são diferentes da imaginação e do pensamento, eles são o modo como o pensamento surge e opera dentro de nós. Quando essa nova religião chamada Ciência se dará conta disso? Talvez quando um deles sonhar com esta teoria!

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